Quando o mercado cai, eu...
...entro em pânico e vendo tudo.
...entro em pânico e vendo tudo.
...sinto um nó na barriga e ligo ao meu amigo que percebe disto.
...compro mais.
...fico em posição fetal à espera que passe.
Qual destes és tu?
A pergunta é retórica e até haveriam mais hipóteses para completar o título.
A pergunta que surge quando os mercados caem
A pergunta merece alguma reflexão e algumas pessoas só pensam nela, quando os mercados estão em queda - como esta semana, por exemplo.
São os mercados a serem mercados: sobem e descem e nós não temos qualquer controlo.
A única coisa que controlamos, é a forma como reagimos - soou um bocado cliché? É porque há um fundo de verdade neste princípio.
Quando a nossa resposta está próxima das duas primeiras opções, pode significar que investimos mais do que devíamos, que não temos uma carteira bem diversificada ou que estamos completamente a leste do que se está a passar.
Quando a nossa resposta está mais próxima da terceira opção, é porque estamos informados sobre o contexto actual do mercado ou porque temos uma confiança nas escolhas fundamentadas que fizemos para as nossas carteiras.
O artigo de hoje, é para guardar como lembrete e consultar sempre que for preciso porque, o mercado cai e depois volta a subir. É isto que ele tem feito durante décadas. E é um dos motivos pelos quais tantos analistas passam horas infindáveis a olhar para gráficos, a tentar ler nas entrelinhas - literalmente.
É bom relembrar também que estas movimentações do mercado, são um reflexo do comportamento humano.
Há acontecimentos ou notícias que assustam e preocupam as pessoas e que fazem com que vendam ou optem por sair do mercado. Quando isto acontece em grande volume, geralmente, os preços caem.
Se entendermos o contexto e o motivo pelo qual isso está a acontecer, não há motivo para pânico.
Por outro lado, há alturas de estímulos, de entusiasmo generalizado, podemos até falar de euforia. Nestes períodos, é quando vemos as pessoas a comprarem.
Até as pessoas que nunca mostraram particular interesse nos mercados, estão a comprar.
Há empresas que valorizam de forma que parece absurda (e, por vezes, é mesmo). Também nestas alturas, é bom evitar a euforia.
Olhar para o contexto do mercado
Volto ao mesmo que já disse noutras ocasiões: entendamos o contexto do mercado!
Procuremos estar informados. Se for preciso, respiremos 2, 3 vezes ou as que forem preciso, antes de carregar no botão de comprar/vender.
As flutuações do mercado fazem parte, até as abruptas. O nosso papel, é saber como reagir.
Na última semana e meio vimos:
os metais preciosos a caírem - algo que já era previsível, depois de meses de subidas ininterruptas;
logo de seguida, começaram as criptos a cair ainda mais - confirmando aquilo de que falei neste post no início do ano. Enquanto esses catalisadores não acontecerem, vai difícil ver uma inversão significativa dos preços das últimas semanas;
as tecnológicas começaram a caí esta semana - mesmo as que apresentaram resultados positivos, não resistiram à contaminação do sector. Esta queda pode vir da preocupação dos investidores com as avaliações altíssimas destas empresas, bem como do investimento avultado que algumas tencionam continuar a fazer este ano em IA. Ou, pode vir também do anúncio desta semana da Anthropic (empresa de que falei aqui), que apresentou um novo modelo de IA focado em automatizar tarefas jurídicas, especialmente a gestão e criação de contratos.
dada a interligação das grandes tecnológicas com outros sectores, como o financeiro por exemplo, é fácil de perceber porque este sector tem estado também em queda.
Quais destes motivos são as verdadeiras causas da queda, quais são narrativas específicas para abanar os mercados? Geralmente, só em retrospectiva se consegue chegar a essa conclusão.
Este é só mais um dos motivos para ter um portfolio diversificado - há sempre sectores mais afectados que outros - nomeadamente os dos Bens de Consumo essenciais e o do Imobiliário (REITs), que - nos últimos dias - mostraram uma maior resistência às quedas no mercado.
Outra coisa que pode ajudar, é olhar para o planeamento de 2026. Não perder o foco naquilo que se planeou para este ano e, depois da poeira destes dias assentar, ver se justifica algum reajuste ou se é uma boa oportunidade para reforçar portfolios.




