Resumo do ARK Big Ideas 2026
O que é o Big Ideas, o que analisa e porque é relevante para investidores que pensam no longo prazo, apesar da volatilidade e das controvérsias.
O artigo de hoje é dedicado a quem gosta de investir no sector tecnológico a pensar no futuro - vamos falar do “Big Ideas” da ARK Invest.
Para quem não está a par, a ARK Invest é uma gestora de activos americana fundada em 2014 por Cathie Wood (a quem tenciono dedicar um artigo em breve).
Cathie Wood e o seu fundo (ARK Invest) ficaram conhecidos por apresentarem uma proposta simples e arriscada (segundo algumas pessoas): investir quase exclusivamente em empresas que se dedicam à inovação disruptiva com um horizonte de longo prazo.
Ao contrário da maioria das gestoras de fundos, a ARK assume sem problemas que os seus portfólios são altamente concentrados e que a volatilidade elevada faz parte do processo - devido às áreas disruptivas em que investe (IA, robótica, blockchain, genómica).
Outro aspecto digno de nota sobre a ARK Invest, é o facto de publicar toda a sua investigação - o que não é prática comum no mercado.
Dito isto, quem segue o Diário Cinzento há mais tempo, já conseguirá perceber porque isto me desperta a atenção.
“Big Ideas” da ARK Invest
Como referido, a ARK publica regularmente os seus estudos e análises e o “Big Ideas” é um relatório que publicam no início de cada ano, com uma análise/avaliação daquelas que são as ideias mais disruptivas - com destaque para os sectores e as empresas envolvidas.
Não é um daqueles relatórios de contas aborrecidos, nem uma lista de Ações para comprar.
É uma espécie de mapa de longo prazo, sobre as ideas e tecnologias que estão a mudar a produtividade, o crescimento económico e as cadeias de valor.
Porque é que o “Big Ideas” deveria interessar a quem investe?
Mesmo que não tenhas particular interesse no sector tecnológico, na inovação ou que não concordemos com as avaliações feitas, considero este relatório relevante porque:
Convida-nos a pensar em horizontes longos - em vez de se focar em resultados trimestrais, foca-se no mundo, na economia, nos hábitos de consumo;
Analisa riscos que não aparecem nos relatórios tradicionais - a ARK não tem nenhum record de acertar timings, mas tem estado muito alinhada com o sentido que a disrupção tem seguido nos últimos anos;
Não procura consensos, que tendem a subestimar mudanças profundas até ser tarde demais.
Resumindo, este “Big Ideas” não é nenhuma bola de cristal, mas gosto de como me ajuda a pensar de forma estrutural e sobre o futuro e a tentar entender “the big picture”.
Por isso, achei que fazia todo o sentido ter um artigo dedicado aqui no DC.
Podes descarregar o relatório inteiro, no site oficial da ARK.
Imagino que nem toda a gente tenha tempo para o ler, por isso, organizei as minhas notas, que partilho de seguida com os/as apoiantes do Diário Cinzento.


